Óleo Nas Praias: Entenda Seus 3 Principais Impactos e Saiba Como Agir

As manchas de óleo foram detectadas pela primeira vez nas praias do nordeste no dia 30 de agosto na Paraíba. Desde então, as manchas se espalharam por todo o litoral nordestino, chegando até na região sudeste.


Nesse artigo você vai entender melhor os 3 Principais Impactos causados por esse desastre ambiental, além de saber como você pode ajudar e como agir em caso de contato com o óleo.



Segundo órgãos responsáveis, o vazamento do petróleo ocorreu entre os dias 28 e 29 de julho em águas internacionais, ocasionado por um navio petroleiro. Esse derramamento ocasionou uma mancha de 200 Km de extensão no mar - que é de difícil identificação visto que essa fica se movendo sob a superfície do mar.


Com isso, esse óleo passou a chegar às praias da Nordeste e, atualmente, está chegando às praias do Sudeste, preocupando a população, seja por motivos financeiros, ambientais e/ou de saúde. Portanto, pode-se definir os seus principais impactos:


1-Impactos Ambientais


No óleo, estão contidos compostos orgânicos voláteis (COVs) e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos(HPAs), sendo esses considerados tóxicos e altamente cancerígenos. Apesar de os COVs evaporarem rapidamente, os HPAs persistem na natureza, pois, apesar desses sofrerem

degradação natural - rebentação das ondas, irradiação solar e até mesmo bactérias que se alimentam do carbono que está contido nesse - esses compostos demoram muito tempo para sofrerem degradação total. Dessa forma, essas substâncias podem contaminar todos os organismos do ambiente e isso pode cair facilmente na cadeia alimentar. Ou seja, um pequeno

peixe pode se alimentar de algo contaminado com o óleo, e isso pode entrar na cadeia alimentar, até chegar no peixe que nós consumimos.


Além disso, esse óleo está chegando a áreas, como manguezais e recifes de coral, que têm sensibilidade nível 10, o mais alto na escala das Cartas SAO (Cartas de Sensibilidade Ambiental ao Óleo). Assim os efeitos do óleo são potencializados nessas áreas, que são zonas de reprodução de muitas espécies. Tendo em vista isso, muitas espécies estão sendo afetadas, principalmente as tartarugas, pois essas procuram, de setembro à março, nosso litoral para desovar. Assim, já se tem números expressivos de mortes de tartarugas e de animais contaminados com o óleo.


Se você estiver em dúvida se algum corpo hídrico da sua região está contaminado com os compostos presentes no óleo como os HPAs, você poderá sanar sua dúvida a partir de uma análise de água e efluentes.


2-Impactos à saúde


O óleo se enquadra na Classe I da ABNT “Suas propriedades físico-químicas podem oferecer risco à saúde pública e ao meio ambiente caso o produto seja gerenciado de forma inadequada”. Assim, segundo o Ibama o produto é especialmente danoso para plantas e animais , já em relação ao ser humano o óleo pode causar irritação na pele e nos olhos. Dessa forma, além do risco na cadeia alimentar, nós estamos sujeitos a entrarmos em contato direto com o óleo que permanece no ambiente. Isso pode acontecer em uma simples caminhada pela areia da praia ou no banho de mar, tocando de forma involuntária nos resíduos desse óleo. Apesar disso, se o óleo entrar em contato com a pele ainda no mar, não causará problemas, já que dificilmente o óleo irá ‘’colar’’ na pele, visto que o óleo é basicamente gordura e, portanto, não se mistura com a água.

Entretanto, já na areia, se esse óleo entrar em contato com a pele, ele irá ‘’colar’’ e poderá causar queimaduras. O ideal é que se passe gelo e óleo de cozinha no local.


3-Impactos financeiros


O Secretário da Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Júnior, afirmou que a população pode continuar consumindo pescados, apesar da presença das manchas de petróleo. Entretanto, algumas pesquisas têm mostrado que alguns animais marinhos podem estar contaminados com esse óleo. Diante dessa polêmica, a Pesca na região como um todo está sendo impactada, já que os consumidores estão receosos em relação ao consumo desses animais. Além disso é importante ressaltar que grande parte das regiões costeiras do Nordeste tem o Turismo como grande fonte de renda, principalmente no verão. Dessa forma, as autoridades têm feito campanhas de marketing que visam tentar mitigar os efeitos que esse desastre ambiental pode causar em relação ao turismo no Nordeste. Entretanto, é notório que, apesar desses esforços, essa atividade será prejudica e causará impactos financeiros negativos.


Como agir?


Agora que você entende a dimensão dos impactos ocasionados pelo desastre

ocorrido, é hora de saber como agir! Então, se liga nas dicas:


1) Evite frequentar praias, nadar ou fazer práticas de esportes nas regiões

afetadas pelo óleo.


2) Caso encontre algum animal afetado pelo óleo, ligue para a Polícia

Ambiental (190) ou Guarda Municipal.


3) Em caso de reação alérgica no contato ou na ingestão do óleo, procure

emergencialmente uma unidade básica de saúde.


Mas, calma, você pode fazer muito mais!.Além dessas 3 dicas dadas anteriormente, você pode ajudar as organizações envolvidas nas limpezas das praias afetadas. Mas como ? Pode parecer contraditório, mas a indicação é que a limpeza seja feita de forma manual mesmo, pois a utilização de maquinário pesado poderia fazer com que os resíduos do óleo ficassem mais incrustados nos sedimentos, dificultando ainda mais a limpeza desses locais. Assim, o que se faz necessário para colocar a mão na massa é utilizar equipamentos de proteção necessários (luvas de PVC, botas, camisa de manga comprida, calça e máscara de gás). Após ter o entendimento de todos os impactos causados por esse desastre ambiental e de saber como agir diante dessa situação, temos as ferramentas necessárias para contornarmos essa situação e tornarmos o mundo um lugar melhor para as gerações futuras. Se você quer saber mais sobre como evitar a poluição das águas, clica aqui.


Curtiu o texto? Compartilha com seus conhecidos! Quanto mais pessoas

entendendo os impactos e sabendo como agir diante desse desastre, melhor

para o Brasil e para o mundo!

ENTRE EM Contato CONOSCO!

TELEFONE: (71) 8154-0227

E-MAIL:  consultoria@prismaengenharia.org

Ou fale diretamente com um de nossos consultores clicando no ícone

  • whatsapp-logo (1)

Localização

Endereço: R. Prof. Aristídes Novis, Nº 2, Escola Politécnica da UFBA - Federação, Salvador - BA, 40210-630

  • LinkedIn - Círculo Branco
  • Facebook - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle

© 2020 Prisma - Empresa Júnior de Engenharia Química da UFBA