Últimas atualizações do ESG e o impacto dessa estratégia nas organizações

Autor: Jorge Rocha


As estratégias ESG (Environmental, Social and Governance), baseadas no ideal de sustentabilidade, além de questões sociais e de governança, mudaram significativamente a forma como os negócios acontecem ao redor do mundo. Empresas que adotam o ESG têm recebido prioridade em investimentos financeiros, além disso, o mercado consumidor está cada vez mais exigindo que essas práticas sejam implementadas em sua realidade.


O Brasil não fica de fora dessa tendência, de acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) as carteiras de ações que alocam capital em empresas sustentáveis têm crescido no mesmo ritmo que as demais regiões globais, como a Europa, Ásia e América do Norte. Assim, é possível notar que o ESG não surgiu para diminuir o lucro das empresas, pelo contrário, quanto mais cedo ocorrer o entendimento e adoção dessa prática, maior será o lucro.


Tal tendência é resultante da constante pressão exercida pelo mercado consumidor e pelos órgãos reguladores e governamentais que exigem empresas cada vez mais limpas e preocupadas com questões sociais. Os princípios do ESG podem ser considerados um “caminho sem volta” no mercado global e, aquelas empresas que não se adaptarem irão perder espaço e sofrer consequências que podem resultar em grandes perdas econômicas e mercadológicas.


Segundo Daniel Izzo, co-fundador e CEO da Vox Capital, a principal gestora de investimentos de impacto do Brasil, "os negócios que não se preocupam com os impactos socioambientais vão sofrer penalidades nos valuations”, ou seja, é um cenário de se adequar ou perder valor. Ainda falando da estratégia, Izzo completou: “Começa a se provar a tese de que se preocupar com o impacto que você causa no mundo é a melhor forma de fazer negócios”.